
{"id":2372,"date":"2014-09-01T18:40:13","date_gmt":"2014-09-01T21:40:13","guid":{"rendered":"http:\/\/saapblog.wordpress.com\/?p=2372"},"modified":"2014-09-01T18:40:13","modified_gmt":"2014-09-01T21:40:13","slug":"governo-assume-hospital-privado-desativado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/saapgestao.com.br\/saapold\/governo-assume-hospital-privado-desativado\/","title":{"rendered":"Governo assume hospital privado desativado"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.valor.com.br\/empresas\/3675380\/governos-compram-hospitais-falidos\" target=\"_blank\"><span class=\"clip_completa_fonte\">Valor Econ\u00f4mico,\u00a0<span class=\"clip_completa_data\">01\/09\/2014, por\u00a0Beth Koike<\/span><\/span><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Im\u00f3veis de hospitais particulares desativados v\u00eam sendo alvo de desapropria\u00e7\u00e3o do governo de S\u00e3o Paulo. Do ano passado para c\u00e1, pelo menos quatro pr\u00e9dios nesse perfil foram considerados de utilidade p\u00fablica e transformados em hospitais p\u00fablicos. Esses projetos j\u00e1 demandaram cerca de R$ 135 milh\u00f5es em desapropria\u00e7\u00f5es, reforma predial e compra de equipamentos.<\/p>\n<p>Entre eles, est\u00e1 o pr\u00e9dio que abrigou por quase 40 anos o Hospital Panamericano, da operadora de planos de sa\u00fade Samcil em liquida\u00e7\u00e3o judicial desde 2011. Localizado no Alto de Pinheiros, em S\u00e3o Paulo, o im\u00f3vel ser\u00e1 a partir do pr\u00f3ximo ano uma unidade especializada em ortopedia e traumatologia e funcionar\u00e1 como um bra\u00e7o do Hospital das Cl\u00ednicas (HC).<\/p>\n<p>A Secretaria Estadual de Sa\u00fade investir\u00e1 cerca de R$ 67 milh\u00f5es na nova unidade do HC. Deste total, R$ 30 milh\u00f5es ser\u00e3o destinados para a reforma do pr\u00e9dio. A outra parcela, de R$ 37 milh\u00f5es, refere-se \u00e0 desapropria\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel, que pertence ao empres\u00e1rio Roberto Horst, filho do fundador da Samcil, Luiz Roberto Silveira Pinto, morto em 2011. Horst, empres\u00e1rio do setor imobili\u00e1rio, questiona a avalia\u00e7\u00e3o e o pagamento ser\u00e1 feito em ju\u00edzo.<\/p>\n<p>Segundo fontes do setor, antes da desapropria\u00e7\u00e3o, Horst pretendia erguer no local um hospital de alto padr\u00e3o em homenagem ao pai e j\u00e1 havia obtido, inclusive, um financiamento. Na \u00e9poca em que a Samcil fechou, a Rede D`Or e Albert Einstein chegaram a analisar o im\u00f3vel do Panamericano.<\/p>\n<p>A nova unidade do HC faz parte de um projeto da Secretaria da Sa\u00fade de criar uma rede de hospitais especializados em trauma. O hospital do Alto Pinheiros estar\u00e1 ligado ao sistema de resgate que atende as emerg\u00eancia e acidentes ocorridos em S\u00e3o Paulo. Hoje, os casos de traumatologia e ortopedia atendidos pelo resgate s\u00e3o enviados ao HC, Santa Casa de S\u00e3o Paulo ou Hospital do Mandaqui.<\/p>\n<p>H\u00e1 aproximadamente duas semanas, a Secretaria Estadual de Sa\u00fade inaugurou uma unidade do Instituto do C\u00e2ncer (Icesp), em Osasco. No local, havia uma cl\u00ednica oncol\u00f3gica que faliu. O governo pagou R$ 13 milh\u00f5es pela desapropria\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel e investiu outros R$ 13 milh\u00f5es para aquisi\u00e7\u00e3o de equipamentos m\u00e9dicos e obras. Essa unidade do Icesp, em Osasco, tamb\u00e9m faz parte de um projeto do governo que pretende criar uma rede com centros especializados em oncologia.<\/p>\n<p>No ano passado, o governo paulista chegou a anunciar a desapropria\u00e7\u00e3o do Santa Marta, hospital inativo no bairro de Santo Amaro e que pertencia \u00e0 Samcil. O projeto n\u00e3o avan\u00e7ou porque a secretaria considerou o gasto, de R$ 72 milh\u00f5es, muito alto para por o hospital em funcionamento.<\/p>\n<p>A Prefeitura de S\u00e3o Paulo tamb\u00e9m est\u00e1 adotando iniciativas semelhantes. O im\u00f3vel do Hospital Santa Marina, fechado h\u00e1 cerca de quatro anos, foi adquirido pelo empres\u00e1rio Edson Bueno, fundador da Amil, em um leil\u00e3o, por R$ 55 milh\u00f5es. Por\u00e9m, Bueno desistiu da transa\u00e7\u00e3o ap\u00f3s uma negocia\u00e7\u00e3o com a secretaria municipal da sa\u00fade que j\u00e1 tinha planos de transform\u00e1-lo em um hospital p\u00fablico.<\/p>\n<p>A administra\u00e7\u00e3o do Santa Marina, que agora passa a se chamar Hospital da Vila Santa Catarina, ser\u00e1 feita pelo hospital privado Albert Einstein que investir\u00e1 R$ 24 milh\u00f5es para a compra de equipamentos m\u00e9dicos e na reforma predial do hospital, situado pr\u00f3ximo ao Aeroporto de Congonhas.<\/p>\n<p>O custo anual do Hospital da Vila Santa Catarina, que reabre as portas no pr\u00f3ximo ano, \u00e9 estimado em R$ 134 milh\u00f5es e ser\u00e1 pago pelo Albert Einstein. Deste total, R$ 18 milh\u00f5es ser\u00e3o subsidiados pelo SUS e os outros R$ 116 milh\u00f5es vir\u00e3o da isen\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria do Einstein, hospital filantr\u00f3pico que reverte sua ren\u00fancia fiscal em projetos ligados \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica. No tri\u00eanio 2012-2014, a sua isen\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria soma R$ 566 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Outra desapropria\u00e7\u00e3o feita pela prefeitura paulistana foi o im\u00f3vel do Hospital Vasco da Gama, que tamb\u00e9m pertenceu \u00e0 Samcil. O pr\u00e9dio, que fica na zona leste da capital, foi avaliado em R$ 17,5 milh\u00f5es e atualmente pertence a um banco. O pr\u00e9dio era a garantia de um financiamento tomado pela Samcil, que n\u00e3o conseguiu pagar o empr\u00e9stimo. A municipaliza\u00e7\u00e3o do hospital ainda n\u00e3o foi conclu\u00edda e, segundo a prefeitura, o valor ser\u00e1 depositado em ju\u00edzo.<\/p>\n<p>Em 2011, antes de encerrar as atividades, a Samcil era dona de sete hospitais, que poderiam render entre R$ 200 milh\u00f5es e R$ 450 milh\u00f5es, caso fossem vendidos. Por\u00e9m, seis deles tinham sido colocados como garantia de empr\u00e9stimos banc\u00e1rios.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Valor Econ\u00f4mico,\u00a001\/09\/2014, por\u00a0Beth Koike &nbsp; Im\u00f3veis de hospitais particulares desativados v\u00eam sendo alvo de desapropria\u00e7\u00e3o do governo de S\u00e3o Paulo. Do ano passado para c\u00e1, pelo menos quatro pr\u00e9dios nesse perfil foram considerados de utilidade p\u00fablica e transformados em hospitais p\u00fablicos. 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